08 junho, 2011

Ir a Roma e ver o Papa. Ou não.


13.05.2011
Ok, fui ao Vaticano, mas não vi o Papa. E talvez quando voltar a Roma, deixe o Vaticano para "se der tempo".

Nada contra. As construções são tão impressionantes quanto tudo o mais em Roma, e o acervo do Museu do Vaticano é fantástico, mas é tanta gente, que você perde um pouco da vontade.

A capela Sistina, por exemplo. Deveria ser um local de contemplação, seja pelo foco religioso, seja pelo artístico, certo? Eu imaginava um local sereno, onde passaria algum tempo contemplando os afrescos. No lugar disso, fui empurrada durante todo o trajeto pelas centenas de pessoas presentes, os guardas italianos faziam sssshhhh para pedir silêncio (o que na verdade não ajuda em nada e ainda faz mais barulho) e gritavam "no photo" inutilmente, pois os flashs disparavam sem parar... É linda, mas eu queria um pouco mais de tempo, tranqüilidade e respeito para aproveita-la...

Aconselho fazer reserva de ingresso pela internet, as filas são impossíveis, tem que ter muita paciência e saúde para aguentar. Site oficial para reservas: Musei Vaticani. A reserva pela internet funcionou perfeitamente. Não foi necessário ficar na fila, entramos direto no horário agendado. Recomendo muito pagar os 4 euros extras pela reserva, que fizemos na noite anterior pela internet, sem problemas.

Dali, andamos, andamos, andamos, andamos, pela Via dela Conciliazione até o Museu do Castel Sant'Angelo, outro imperdível. Pela história, pela vista, pelo acervo.

O Castelo é uma construção cilíndrica, enorme, em frente a Ponte Sant'Angelo, na "saída" da Cidade do Vaticano. Ele foi construído por Adriano para servir como seu mausoléu, depois foi usado pelos Papas como moradia e fortaleza, e hoje é um Museu. Não precisa de reserva e não tem muvuca!

Adriano, aliás, onipresente pela cidade toda, seja por obras comissionadas por ele, seja por bustos, estátuas, (dele, do Pai Trajano, da Mãe, do "filho adotivo"). Esse Adriano era "o" Imperador. Megalomania que dura milênios...



Depois dali, continuamos andando... (já contei que tive que comprar um chinelo nesse dia, de tanto que meu pé doía? Mas aqui, já estava feliz em meu chinelo e pude andar mais). Andamos tanto que descobrimos que dava para ir a pé de nosso apartamento para o Vaticano (havíamos ido de ônibus). Realmente, a localização da Residenza Campo de Fiori é imbatível!

Ficamos por ali mesmo, a noite (no Campo de Fiori), sentamos em um restaurante, bebemos, comemos, recuperamos as energias do dia.

Mais um delicioso dia em Roma encerrado...

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07 junho, 2011

Terme di Caracalla, Musei Capitolini e Altare della Patria

12.05.2011
Dia cheio, como se vê pelo título do post.

Começamos o dia no Archeobus, que nos levou até o complexo arqueológico das Thermas de Caracalla. Esse complexo não consta dos locais obrigatórios a conhecer em Roma. Mas é. Obrigatório.

O local era uma academia / clube, que o Imperador Caracalla contruiu pra população ter onde tomar banho. Eram composta por uma piscina externa, e mais 3 "banhos" (natural, quente e gelado), que permitiam que em média 6.000 romanos se banhassem ao mesmo tempo. Além disso, o complexo tinha academia de ginástica e biblioteca, tudo público. Ficaram ativas até o século VI d.c., quando foi atacado pelos Ostrogodos, que cortaram o fornecimento de água da cidade.

Você fica ali, no meio daquela estrutura destruída, imaginando como era quando ativo. Os mosaicos, a grandiosidade da estrutura, são impressionantes. Vale o tour, reserve duas horas, pelo menos, de sua visita a Roma, para as Terme di Caracalla.


Depois das Thermas, subimos novamente no Archeobus, fizemos uma nova "panorâmica" das Catacumbas, Via Appia, Porta San Sebastiana, e de volta a Piazza Venezia, onde fomos ao Musei Capitolini, que fica em uma Piazza desenhada por Michelangelo, no alto do Morro Capitolio.

O Musei tem um acervo fantástico, e a estátua mais conhecida da famosa "Lupa" amamentando Romulo e Remo está aqui. Localização e acervo valem a pena.

Após a visita ao museu, subimos pela lateral da Piazza para o Terraço na parte de trás do "Altare della Patria", o famoso bolo de noiva de Roma, o monumento gigantesco e branco, que é visto de vários lugares da cidade. Ali, sentamos em um café com uma vista fantástica, para almoçarmos e descansarmos um pouco.

Em seguida, subimos com o Elevador Panorâmico, até o topo do monumento, onde há uma vista excepcional de Roma. Outro obrigatório, apesar de caro. $7 euros para subir de elevador...


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O Jantar do dia foi no "Fratelli La Bufala", um ristorante / pizzaria ótimo, vinho ótimo. E pertinho de "casa".

E mais um dia de Roma se foi.

Via Appia Antica

11.05.2011
Esse dia foi muito divertido. E diferente.

Resolvemos pegar um Archeobus, um dos ônibus turísticos de Roma, você paga uma taxa e pode subir e descer do ônibus em qualquer ponto, durante 48 horas. Como o nome indica, o Archeobus sai do Centro Storico e leva aos pontos arqueológicos: Colosseo e Foro Romano, Thermas de Caracalla, Porta San Sebastiana, Via Appia... Informações sobre o ônibus na operadora Trambus Open, que também gerencia o OPEN110, que faz o centro storico no mesmo esquema (aparentemente é a melhor opção de onibus turístico, é o que você mais vê circulando, porntanto, não espera muito no ponto).

Enfim, fomos direto ao Parco Dell'Appia Antica.

A Via Appia é a estrada mais antiga de Roma, datando aproximadamente de 312 a.c. Foi ao longo dela que os seguidores de Spartacus foram crucificados, e provavelmente por ali São Pedro fugia de Roma quando encontrou-se com Jesus. Todas as estradas levam a Roma, e a Appia leva há muito tempo.

Você passa por aquela estrada estreita, calçada com pedras que estão ali há mais de dois mil anos, presenciando toda a história passar.... E ao longo das margens ruínas, tumbas, museus, e uma paisagem linda...

Quando chegamos lá, ficamos em dúvida sobre como conhecer o local. O parque é extenso, são 16 km só de Via Appia Antica. Optamos por alugar bicicletas. Uma volta ao nosso passado, pois durante anos, na adolescência, era nosso meio de locomoção para todos os lados.

E foi um passeio muito bonito, recomendo para quem acha que consegue pedalar uns 15, 20 km, pois, dessa forma, é possível cobrir uma parte maior do parque, que não teríamos feito a pé. Nos perdemos um pouco pelo Vale della Cafarella, mas era tão lindo, que não chegou a ser um problema.

Terminamos o dia exaustas, mas felizes.

Aproveitamos para encerrar com uma refeição mediterrânea (azeitonas, tomates, morangos, queijos, pão e vinho) em casa mesmo, no delicioso "roof top terrace" que o apartamento tem.

06 junho, 2011

Dicas do primeiro e segundo dias na Italia

09 e 10.05.2011
Impressão sobre o ótimo apartamento que alugamos:
Residenza Campo de Fiori - Esse apartamento tem uma localização privilegiada, em uma rua / beco tão típico em Roma, e completamente seguro, caminhávamos a noite pela região sem problemas. O apartamento foi recentemente renovado, prédio antigo, obviamente, mas as instalações muito modernas. Preço justo para o aluguel da semana. Ótima opção, e os responsáveis pelo "check-in" foram muito atenciosos e corretos durante toda nossa estadia. Para quem quiser conferir, eles têm página no Facebook também: Residenza Campo de Fiori.

Fomos ao supermercado Despar, que fica ali pertinho, para uns itens básicos de café da manhã e vinhos, claro. Incrível comprar os "vinhos nacionais"...

Jantamos em um restaurante perto do apartamento, no Campo de Fiori, mas não me lembro o nome. Comemos uma pizza bem ao estilo italiano (massa fininha, crocante e sem muita cobertura, só molho de tomate e mozzarella de bufala - deliciosa, e um bicchieri de vino da casa).

O almoço do segundo dia, eu postei na descrição do dia.

O jantar foi no Baccanale, um bar / ristorante na Piazza, como deve ser em Roma. Este, fica no Campo de Fiori, nossa melhor opção de localização para o jantar, pois ficava perto de casa e facilitava o retorno.

Vinho da casa bom, barato. A massa ótima. O serviço... bem, estamos na Italia. O nosso cameriere estava mais preocupado em paquerar quem passava pela Piazza do que em nos servir, mas você está em férias, passeando, feliz, não se estressa por tão pouco, né? (Eu não)...


The Art of Asking - A book review, or something like that

I wrote this review to Amanda Palmers book years ago, when it was published, but I don’t think I ever posted it anywhere. Also, it is not a ...