I wrote this review to Amanda Palmers book years ago, when it was published, but I don’t think I ever posted it anywhere. Also, it is not a proper review, it is more personal than that, but anyway, I wanted it to see the light of day:
27 setembro, 2023
The Art of Asking - A book review, or something like that
17 setembro, 2023
A invisibilidade da tradução
Quando eu me decidi pela transição de carreira, a primeira coisa que busquei foi um curso específico na área. Muitas pessoas consideram que “saber inglês” (ou qualquer segundo idioma) é suficiente para entrar na área de tradução, e as coisas não são tão simples assim. A crença comum sobre a profissão, é que “sabendo inglês”, você pode sair traduzindo à vontade e tem tanta coisa envolvida, vícios de linguagem, erros perpetuados em traduções literais, contexto, realidade cultural. É uma arte.
E isso, na verdade, derruba a crença do "é só saber inglês". Eu considero, na verdade, que o mais importante no processo é saber o português. Isso mesmo, pasmem, para ser tradutor, você tem que ser excelente em português e não em outro idioma qualquer. É óbvio que você tem que conhecer um segundo idioma (no mínimo), mas esse realmente não é o seu foco e nem é onde seus maiores esforços devem estar, e sim, no seu próprio idioma.
Uma pergunta comum quando falo que sou tradutora é: Juramentada? O contato mais comum das pessoas com a necessidade de uma tradução é quando ela é necessária para emitir algum visto, traduzir documentos (do português para outro idioma) e, nesses casos, você precisa de um tradutor juramentado. Mas há muito mais mercado na profissão do que a tradução juramentada.
A começar pelo literário, claro. Muitos livros que você lê foram escritos em outro idioma, e você nem lembra disso. Sabe quem é o autor do livro, mas você nem sempre presta atenção em quem foi que permitiu que você esteja lendo o livro: o tradutor.
Ou, entrando na área em que eu trabalho mais, você reserva sua passagem aérea, sem imaginar que o site foi escrito em outro idioma e chega a você em português porque passou por um tradutor, você escolhe seu hotel na Europa em um site em português, sem pensar em como aquele site de um hotel em Paris foi escrito em seu idioma (ou seja, não foi....).
A verdade é que a tradução está presente em nosso cotidiano muito mais do que imaginamos ou paramos para pensar. Eu costumo me ver como uma ponte. Eu sou uma ponte entre o fabricante de um produto e seu consumidor brasileiro, sou uma ponte entre o hotel na Inglaterra e o feliz viajante brasileiro a caminho, uma ponte entre o operário brasileiro da multinacional e o programa de treinamento concebido nos Estados Unidos.
Eu gosto de ser uma ponte.
29 março, 2020
Uma carta da Itália para o Reino Unido: isto é o que sabemos sobre o seu futuro - por Francesca Melandri
Hoje me deparei com esse texto da autora italiana Francesca Melandri, dirigida aos ingleses, dizendo que ela está mandando um “recado do futuro” para eles.
O link para o texto original está aqui (The Guardian-Original in English), mas decidi traduzir para o português também, abaixo a tradução com todos os créditos.
Muitas mulheres vão apanhar dentro de suas casas.
Vocês se sentirão vulneráveis ao sair para fazer compras nas ruas desertas, principalmente se você é uma mulher.
Vocês vão se perguntar se é assim que as sociedades entram em colapso. Isso realmente acontece tão rápido?
Vocês vão bloquear esses pensamentos e quando voltarem para casa vão comer novamente.
25 setembro, 2014
Feminismo, o palavrão
29 agosto, 2014
Post novo no blog de tradução
A revisão, ou os olhos do outro sobre meu árduo trabalho
26 agosto, 2014
Palmeiras Centenário
Somos palmeirenses por culpa do Túlio (http://www.palmeiras.com.br/historia/idolos/494) , um dos grandes ídolos do time, cujo nome completo era Artur Affini.
Ele era primo de meu avô, que nunca admitiu que um filho ou um neto torcesse para outro time, e ficaria orgulhoso hoje de ver bisnetos também Palmeirenses.
Fomos "obrigados", sim. Isso só significa que em nossa família, o amor pela Sociedade Esportiva Palmeiras já nasce com a gente.
Sofremos, torcemos, e para quem diz que não temos o que comemorar, temos sim. 100 anos de história, não é pouco.
Viva o Túlio, Viva o Palmeiras!
#100AnosDePalmeiras
#CentAnniPalmeiras
22 agosto, 2014
Ajude quem você quiser, do jeito que quiser. Ou: Quando foi que ficamos tão chatos?
21 agosto, 2014
Links úteis em Roma e Firenze
Estadia em Roma: Aluguel de apartamento - Residenza Campo de Fiori ótima localização, recomendo.
19 agosto, 2014
A tradução automática e o apocalipse
Eu não acredito nisto, nem tenho medo de me tornar irrelevante. Basta lembrar o quão dinâmico e orgânico é um idioma, as muitas nuances de nosso raciocínio que dificilmente um algoritmo cobrirá 100%.
É claro que eu entendo e reconheço que as “machine translations” têm o seu valor para situações emergenciais, necessidades pontuais de compreensão no cotidiano, mas o resultado nunca é aceitável (ou mesmo compreensível) para um texto profissional, uma apresentação de uma empresa na internet, para um anúncio com a mensagem correta e que trará os resultados que a empresa espera.
Por exemplo, tenho certeza que nenhum hotel atrairá clientes com a frase “O custo total sala é a soma dos custos mais baixos noturnas por quarto para o número de noites solicitadas.”. Essa é uma frase em inglês, retirada de um site de um grande hotel e traduzida no Google Translate para português. Deu pra entender? Não, né?
Existem várias máquinas de tradução. Estou citando o Google Translate porque eles mesmos admitem que estão preocupados que, o que já não é bom, pode piorar. Há um efeito de deterioração da qualidade da tradução automática inserido na própria lógica do sistema.
O assunto foi discutido pelo Diretor de Pesquisa do Google, Peter Norvig, na conferência Nasa Innovative Advanced Concepts em Stanford, em fevereiro de 2014. Norvig admitiu que a existência de sites que usam o Google Translate para traduzir todo seu conteúdo automaticamente, tem perpetuado e aprofundado os erros de tradução que ele mesmo (Google Translate) gerou inicialmente, porque os servidores do Google reconhecem estes sites como multilíngues e os indexam em seus servidores para alimentar a sua máquina de tradução, com as traduções de baixa qualidade que ele mesmo gerou.
Claro que, nesta admissão do problema, vem a informação de que estão trabalhando na criação de filtros para minimizar estes efeitos.
De qualquer forma, a questão é que nenhuma empresa que quer ser levada a sério deve usar um serviço de tradução automática. O resultado nunca terá uma aparência final adequada, e alguém que não fala o idioma para o qual a tradução está sendo feita, nunca saberá. Mas o cliente que ele quer atingir saberá.
Algumas pessoas defendem o uso da tradução automática com a revisão posterior por um tradutor. E aí começam vários outros questionamentos. A expectativa de um cliente que contrata um tradutor para “revisar um texto já traduzido” é que isto seja muito mais barato. A verdade para o tradutor, por outro lado, é que o trabalho para revisar uma “machine translation” é o mesmo, as vezes até maior, do que traduzir do zero. A necessidade de pesquisa, revisão e edição é as vezes tão grande quanto, e, muitas vezes, o resultado de uma revisão dessas não é satisfatório, não dá para você, como tradutor, aquele prazer de ver um texto “com sua cara”, bem feito, do jeito que você gostaria de entregar.
O mercado de tradução passa sim, por uma profunda transformação e um grande crescimento de demanda. As traduções automáticas, assim como os softwares CAT (computer aided translation) têm um grande papel neste novo mercado, mas esse papel não é eliminar o tradutor. Tenho certeza que tradutor e máquina trabalharão juntos por anos e anos a fio, e os apocalípticos da tradução de plantão que me perdoem, mas não acredito neles. Meu mundo não está acabando.
(post originalmente piblicado em A+ Translations)
28 abril, 2014
O futuro quem constrói é você
Infelizmente, gastamos muita energia ao longo da vida, pensando o que devemos fazer, e não o que queremos. E assim vivemos da forma como conseguimos, um dia depois do outro, imaginando que em algum momento, no futuro, algo vai mudar.
Esquecemos que não há um futuro indefinido e mágico. O futuro é construído com as ações, com o que fazemos no presente, ele não "acontece". O futuro precisa de nós.
E enquanto estamos lutando no cotidiano, simplesmente não enxergamos que o caminho que tomamos, está nos levando na direção contrária do que sonhamos, se é que ainda encontramos tempo para sonhar.
Comece agora.
03 março, 2014
Reflexões de uma ciclista na BR
Fiquei pensando, nesse feriado (carnaval 2014). Todas as vezes em que saí para pedalar vi a gentileza das pessoas dirigindo seus carros e parando para todos os pedestres que querem atravessar a estrada (não é nem uma avenida, é uma BR mesmo!). Acho incrível que todo mundo para, sorri, é lindo.
10 abril, 2013
Imagine
Lembrar de uma praia linda, a areia branca sob meus pés, o sol acariciando a minha pele, e aquela sensação de leveza, de que, se pode haver algo tão bonito e reconfortante como o mar, a areia, o sol, nada pode estar errado nesse mundo, nós é que não entendemos o significado de algumas coisas, por que não olhamos do ângulo correto...
Como moro perto da praia, posso até ir até ali e não só imaginar. A vida é boa.
04 fevereiro, 2013
Infância
Não chora, levanta. E dança.
A vida se encarrega
de tudo.
Vai, criança e vive.
Não pára. Pula. E brinca.
A vida diverte
em tudo.
Cresce, criança e chora.
Não volta. É tarde.
A vida te levou
e é tudo.
01 janeiro, 2013
A Princesa e o Dragão
- Eu era a princesa, você o príncipe.
- Não, eu sou o dragão.
E saiu, fazendo caretas e barulhos estranhos.
O tamanho de sua frustração seria engraçado, não fosse tão real.
E aí, me coloquei a pensar que ainda precisamos prepara-la para os muitos príncipes que na verdade, só querem ser dragões.
E não, não estou falando de relacionamentos e as expectativas frustradas que ela ainda vai ter que enfrentar, mas de todas as situações. Existem namorados dragões, mas também existem chefes dragões, amigos, professores e ocasiões dragões, que não acontecem do jeito que esperamos.
Quanto mais príncipes esperamos, mais dragões para enfrentar nos aparecem pela frente. E não podemos ser princesas indefesas. Na brincadeira deles, não havia príncipe para enfrentar o dragão, era ela mesma, frente a frente com o perigo.
E não é assim na vida? O único conselho que eu poderei dar, é que ela não espere pelos príncipes.
Se não temos expectativas, as pessoas e situações que enfrentamos simplesmente não podem nos decepcionar. Trabalhar o mais próximo possível da realidade.
É difícil, e meu primeiro instinto é proteger minha sobrinha linda de qualquer decepção e obrigar os dragões a agirem como príncipes, mas eu já aprendi que não pode ser assim e que os dragões que enfrentamos nos fazem mais fortes, ela terá que enfrentar os dela.
Vou ali polir meu escudo e lança, e já volto.
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19 dezembro, 2012
Teses
- O fascínio do pastel de feira no cotidiano do brasileiro. Com a participação de nutricionistas, sociólogos, psicólogos, endocrinologistas e chefs. Deve ter algo além do pastel em si, afinal, levante a mão quem nunca comeu um pastel na feira e achou que era um manjar dos deuses? Aliás, que manjar seria esse que os deuses comem? (mas isso já seria outro tópico)
- A influência do ambiente de um estádio de futebol no vocabulário masculino. Nesse poderiam participar pedagogos, linguistas, cientistas sociais e também psicólogos, claro. Porque ao ultrapassar aqueles portões, um homem, por mais educado e polido que seja no dia a dia, passa a falar 9 palavrões em uma frase com 10 palavras? Isso, quando consegue construir uma frase. E porque o juiz é sempre o mais atingido (ou seria a mãe dele?) quais os motivos dessa síndrome da falta de vocabulário repentina, passageira e restrita ao estádio?
- O significado da frase "eu te ligo" ao final de um encontro envolveríamos linguistas, psicólogos, talvez alguns investigadores e outros campos de conhecimento também nesse estudo. sugiro ainda incluir a mãe de alguns homens, para lembrá-los que é feio mentir. O principal processo a ser explicado é o significado da frase quando nem mesmo o telefone da outra pessoa é de posse do indivíduo que disse isso...
Outros:
- As origens culturais e semânticas da inacreditável frase: "o problema não é você, sou eu"; ou da variação piorada "você é boa demais para mim, é isso que me impede de ficar"
- .... sugestões?
20 novembro, 2012
Road Trip
MInha intenção é apenas de registro, para me lembrar, e para quem se interessou pela nossa aventura e eu não tive tempo ainda de contar pessoalmente com detalhes, possa entendê-la melhor.
Foi uma viagem não planejada, meu irmão estava se mudando da Florida para a California, e resolvemos levar o carro dele ao invés de mandar no caminhão de mudança, e conhecer lugares diferentes.
Nosso estilo de viagem não é muito tradicional, visitamos poucos locais turísticos, queríamos entender e conhecer melhor a cultura local, por isso, esse relato não terá exatamente "dicas de viagem" só crônicas mesmo...
Mas enfim, se interessar a mais alguém além de meu irmão e eu, fico feliz!
Primeiro, o roteiro:
Foram, de estrada (fora os passeios locais que fizemos), 2.430 milhas, ou 3.910 km, atravessando os EUA de costa a costa, "margeando" o México.
25 maio, 2012
12 julho, 2011
O domingo na FLIP
O tema me interessa e, bem, eu queria sim ver o David Byrne, mesmo que fosse sem cantar! Mas a mesa foi muito interessante, de verdade. Ambos trouxeram visões importantes (e assustadoras) sobre o futuro de nossos agrupamentos urbanos.
Só saber que o pior trânsito de SP é gerado quando apenas 15% da frota está nas ruas. Isso mesmo, o recorde de trânsito no final da tarde não é porque todo mundo saiu de carro...
De qualquer forma, tem um gostinho de final...
Se tudo correr bem, FLIP 2012, estarei lá.
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11 julho, 2011
Sábado de Sol e a Tenda dos Autores
Não me incomodei. Os temas e autores do dia todo me interessavam, e só tenho essa oportunidade uma vez por ano.
Minhas impressões? Valeu a pena não ver o sábado de sol.
Começamos com John Freeman e Enrique Krauze editores das revistas Granta e Letras Libres, respectivamente. A mesa seguinte foi com Joe Sacco (atenção, sem gorrinho, irreconhecível!) e o jornalismo em quadrinhos. No meio da tarde, Marcelo Ferroni, Edney Silvestre e Teixeira Coelho falando sobre seus lançamentos de ficção com temas de "reconstrução".
João Ubaldo Ribeiro foi o ponto alto do dia. A oportunidade de poder ouvir um ícone da nossa literatura, é sempre imperdível.
A última, com James Ellroy, foi menos do que eu esperava. Claro que com todo respeito pela obra e genialidade dele (ou até por isso), achei que ele faz um personagem excêntrico demais, de forma que soou até construído, e não autêntico. Talvez ele seja assim...
Frases do dia:
Age of to much information
Todas as nossas ações são políticas.
As contradições da memória das pessoas sobre eventos em suas próprias vidas fazem parte da História
Todo relato (ficção, história ou jornalismo) são a visão de quem esta escrevendo, uma versão do fato.
Todo o drama na vida tem início no encontro de um homem com uma mulher.
E foi-se o sábado....
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10 julho, 2011
Terceiro dia e o início das saudades
Tive um dia tão completo e na felicidade encontro a semente da tristeza de que mais um dia se foi, e outra FLIP, só no ano que vem..
The Art of Asking - A book review, or something like that
I wrote this review to Amanda Palmers book years ago, when it was published, but I don’t think I ever posted it anywhere. Also, it is not a ...
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I wrote this review to Amanda Palmers book years ago, when it was published, but I don’t think I ever posted it anywhere. Also, it is not a ...
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A invisibilidade da tradução Quando eu me decidi pela transição de carreira, a primeira coisa que busquei foi um curso específico na área. M...
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Preciso fazer uma confissão antes de falar sobre feminismo. Eu também já neguei ser feminista, já associei feminismo a algo agressivo, ruim...



